A evolução não pode ser pensada ou almejada a curto prazo. Temos que encarar os aprendizados a partir da visão da imortalidade como espíritos que somos em essência em busca de alçar vôos cada vez mais altos no horizonte de nós mesmos.
Como conseguir?
Talvez não haja uma resposta definitiva, mas caminhos que nos conduzam até ela. Podemos não tê-la, mas sabemos com o cultivo de quais sentimentos podemos caminhar em sua direção: gentileza, caridade, amor, paciência e humildade. Palavras simples ensinadas pelo Cristo, mas que talvez uma existência não baste para que consigamos colocá-las em prática.
Não atendamos a escuridão dos desejos desenfreados que ainda habitam em nós, mas roguemos ao Alto que ilumine nossos espíritos e corações para que possamos ser o exemplo vivo do amor maior. Além das palavras. Além de nós mesmos. Porque a fé sem obras é morta e a cada um será dado de acordo com suas próprias edificações.
Construção essa que só depende de nós, porque o solo abaixo de nossos pés já fora duramente arado e preparado a custa do sangue daquele que nada queria de nós além da compreensão do aprendizado do amor. Saibamos viver esse amor em palavras, gestos e pensamentos, elevando o padrão de nossa existência a fim de que possamos nos aproximar de um lampejo de luz que o Mestre emanou em sua passagem pelo solo árido da Terra.
Não permitamos que seja em vão e através da reforma incessante de nós mesmos saibamos crescer e nos fazer merecedores das dádivas do amor.
Saibamos olhar nossa própria vida e tantas outras vidas e espécies com olhos de compaixão, afastando personalismos, melindres e impaciências em detrimento de algo maior. Nos afastemos de nós mesmos e alcemos vôos de amor e indulgência, que após laborioso plantio nos fará retornar às profundezas de nossa alma prontos para colher os doces frutos da estrada de amor que o Pai preparou para nós.

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